Insegurança
Creio que todas as mulheres passam por seu momento de insegurança na vida, alguns duram mais, outros duram menos, mas eles sempre existem.
Acho que a primeira grande insegurança das nossas vidas são os primeiro meses, anos, ou sei lá quanto (conheço gente que tem 25 anos e não superou isso ainda) da nossa menstruação. É aquele "Vou levantar e vê se tá tudo em ordem, tá?" ou "Mãe, essa roupa marca demais?" ou ainda "Calça branca? Tá louca?!?!?! Tô naqueles dias”.
Depois vem aquela sensação deliciosa e apavorante de estar interessada em alguém, e lá vem a maldita insegurança de novo. Você pode ser a mais linda de todas do colégio, mas quem garante é que pra você que ele está olhando? Todas as suas amigas dizem “Ele tá caidinho por você!”, mas é claro que você não acredita. Por mim? Logo por mim? O que eu tenho que ele me olha? Até que um dia essa insegurança some, geralmente quando ele te procura e mostra que realmente tava interessado, ou quando a menina é um pouquinho mais corajosa que a média e deixa bem claro que o quer de verdade.
Passada essa fase, chega a hora que encontra-se um amor, aquele que merece um carinho maior, uma atenção especial, um chamego de verdade. Pois é, lá vem ela de novo. A Insegurança! Antes de dizer o famoso sim você se pergunta “Mas será que gosto dele suficientemente pra assumir um namoro?”, “Será que meus amigos vão gostar dele?”, “Ai, eu vou ter que parar de sair de balada por causa dele?“, você pensa nisso tudo por dias, horas ou mesmo segundo, mas que pensa, pensa! Ah, antes dessa insegurança que é boazinha, tem aquela “Mas será que ele vai me pedir em namoro?”, porque menina que é insegura de verdade NUNCA vai pedir um cara em namoro.
Depois vem creio que a MAIOR das inseguranças... o dia da primeira transa. Deus do céu, quantas perguntas, quantos questionamentos, e por mais que suas amigas, sua mãe, sua terapeuta, as revistas, os sites digam você nunca está preparada. “Dói?”, “Sangra?”, “E o que eu faço?”, “Gemo?”, “Como vou saber se gozei?”, “Como vou saber se ele gozou?”, “E os braços, e as pernas? O que faço com eles?”, “Como eu falo pra ele que eu quero que ele use camisinha?”, “E se ele pedir pra eu pôr?”, “E se for grande demais?”, “E se for pequeno demais?”, “E quando acabar, eu falo alguma coisa?”, “De luz acesa, apagada, meia luz?” (essa é básica, toda mulher quer sua primeira vez no mais completo escuro) “E o meu corpo? O que ele vai achar da minha barriga? E dos meus peitos? E minha bunda, num ta caída?”, “Ele vai ficar chocado com tanta estria...”, “Ai meu Deus, eu juro que paro de tomar Coca-Cola. Celulite dos infernos! Ele vai achar horrível!” sem contar a dúvida e insegurança mór “Ele é o cara certo?”.
Depois vem a faculdade... o que cursar? “Psicologia?”, Toda mulher quis fazer psicologia um dia. “Medicina?”, “Artes?”, “História?”, “Fisioterapia?”, “Farmácia?”, “Biologia?”, “Direito?”, “Faço aquilo que dá dinheiro?”, “Faço aquilo que eu quero?”, “Faço aquilo que meu pai quer?”, “Faço o que afinal?” Essa decisão é dificílima, porque ela tem influência em todo o resto de sua vida. Uns acham a certa na primeira, outros na segunda, outros na quinta, e uns vivem a vida inteira frustrados.
E pra fechar bate a insegurança da hora de casar e formar família. “É com ele mesmo?”, “Será que vai ser pra sempre?”, “Mas ainda não sou nova?”, “Não seria melhor esperar mais seis meses?”, “Casa ou apartamento?”, “Na igreja, no sítio, na praia, ou só no cartório mesmo?”, “Faço festa ou um jantar pros íntimos?”, “Com véu e grinalda ou não?”, “E os padrinhos?”, “Lua-de-mel?”. Como se qualquer uma dessas coisas tivesse a real importância. Algumas sonham com esse dia, outras nem ligam, outras fingem que não ligam, mas todas querem mesmo é viver um “...e foram felizes para sempre”.
Não importa a idade, a situação, a carreira, a família, a criação, toda mulher é insegura em algum momento... mas o importante é passar por cima e ser FELIZ. Não se deixe dominar pela sua insegurança, ela não é mais do que você. E se você errar, enquanto você estiver viva você tem a oportunidade de tentar de novo, e se não for possível tentar de novo, levante a cabeça e dê a volta por cima. Somos mais do que isso.
Obs.: Mais algumas frases báááásicas: “Essa saia não é curta demais?”, “Não pareço gorda com esse vestido?”, “Não vou parecer galinha se ficar com ele?”, “E se ele me trair com ela?”, “Ai, eu tô muito gorda. Logo, logo ele me troca por uma mais gostosa.”, “Se eu fosse mais (alta / baixa / peituda / bunduda / loira / magra) eu ia fazer mais sucesso. Mas assim desse jeito? Até parece”, “Mas e essa cor, será que combina com a minha pele?”, “Mas será que não vai estar todo mundo com essa cor de vestido na formatura?”, “Mas será que ele me ama mesmo”... e infinitas questões, que por mais que você responda com toda sinceridade, sempre causaram aquele “medinho” de que não seja verdade.
Escrito por Renata às 18h39
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